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Resumen de ponencia
CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DE SUJEITOS A PARTIR DA IMPLANTAÇÃO DA REDE FAB LAB LIVRE EM SÃO PAULO/SP, BRASIL.

Grupo de Trabajo CLACSO: Ciencia social politizada

*Renato Frosch



Este trabalho tem objetivo de avaliar e apresentar as contribuições na formação de sujeitos a partir da implantação e operação da rede de laboratórios de fabricação digital, no município de São Paulo. Em sua primeira fase a rede de laboratórios foi operacionalizada entre os anos de 2013 e 2016. A implantação da política pública, com doze (12) laboratórios, forma a maior rede de laboratórios públicos de fabricação digital do mundo.
A política desenhada e iniciada na gestão do Prefeito Fernando Haddad, especificamente conduzida pela Secretaria Municipal de Serviços, Coordenadoria de Conectividade e Convergência Digital implantou, não só a maior, mas a primeira rede pública de laboratórios de fabricação digital no Brasil. Estes espaços estão inseridos conceitualmente em um dos dispositivos de promoção e compartilhamento de informações e conhecimentos do movimento maker.
Os laboratórios atualmente se dividem em grande ordem pelos seguintes modelos: em (A) gestão privada, estes geralmente vinculados a uma (A.1) instituição de ensino particular ou a uma (A.2) corporação, uma pessoa jurídica; em (B) gestão pública em (B.1) espaços/equipamentos públicos que, relacionam-se com alguma política específica governamental ou alguma (B.2) instituição de ensino pública (FAU-USP, etc); e por último situação intermediária, via de regra, relacionada a posicionamento de (C) terceiro setor.
No caso da política pública abordada neste trabalho, os laboratórios foram implantados em todas as regiões da capital paulista e estão divididos em 4 (quatro) laboratórios grandes e 8 (oito) pequenos. O que os diferencia, além do tamanho do espaço físico, é o tipo e a quantidade de equipamentos de fabricação digital instalados.
Cabe conceituar que fabricação digital, também conhecida como prototipagem rápida, é a nomenclatura dada para o tipo de fabricação que utiliza em seu desenvolvimento de produção e/ou concepção de processo de projeto máquinas computadorizadas como impressora 3d, cortadora laser, CNC router.
O processo de implantação dos laboratórios pela Prefeitura partiu da elaboração de política pública que baseou-se em proporcionar de modo democrático um espaço para desenvolvimento de aspectos relacionados a criatividade, aprendizagem e inovação acessível a todos interessados em criar, desenvolver e construir projetos de múltiplas ordens através de processos colaborativos de criação, compartilhamento do conhecimento, e do uso de ferramentas de fabricação digital independentemente da formação tradicional dos usuários da rede.
Este modelo de criação não é propriamente uma inovação pois desde o século passado já pode-se notar desenvolvimento de novos conhecimentos com uso de tecnologia compartilhada como o movimento do software livre, por exemplo, que tem como uma de suas bases o modelo aberto e colaborativo que propicia, de maneira geral, um empowerment criativo e de produção própria de conhecimento pelos indivíduos, possibilitando-se que sejam produtores ativos de ideias e acionando a possibilidade de se chegar mais longe do que poderiam individualmente.
Os centros de fabricação e prototipagem, também chamados de maker spaces, têm se mostrado importantes espaços pois colocam em pauta reflexão sobre os modelos de produção tradicionais e novas formas de criação e difusão de conhecimentos.
Diante deste cenário apresentado esta pesquisa apresenta os seguintes objetivos: caracterizar a rede de laboratórios da prefeitura de São Paulo; identificar e anunciar ações e projetos de destaque que a partir da implantação da política pública implantada proporcionou no período pesquisado; com o reconhecimento e detalhamento destes casos de projetos anunciados discutir a contribuição destes espaços entendendo os processos de implantação e viabilidades da cultura maker como contribuição para a formação dos sujeitos.
Metodologicamente a pesquisa apresenta-se como um estudo quantitativo e qualitativo. Primeiramente, no aspecto quantitativo, avaliando-se numericamente, por exemplo, quantas pessoas participaram de atividades dos laboratórios, divididas de que forma (por região, sexo, formação tradicional), entre outros aspectos a partir de levantamento de dados do Instituto que opera os laboratórios. Sob a ordem qualitativa será apresentada a partir de revisão teórica nos aspectos da formação do indivíduo e da tecnologia social, reconhecimento de parte dos 12 (doze) laboratórios existentes da Prefeitura buscando a identificação de resultados dos atuais processos por meio de ferramentas de análise de observação e, finalizada com análise discursiva das vivências e experimentação com intuito de apresentar análise das contribuições formativas.
A abertura e disseminação da cultura maker possibilita a busca e a provocação de tentativa de atuações por meio de políticas públicas que apontem para sociedade mais democrática, tolerante e justa.




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* Frosch
São Judas Tadeu Campus Unimonte. Brasil