Considera-se que estamos vivendo a Era Tecnológica. É notório o quanto o mundo hoje é dependente dessa evolução tecnológica. Da infância até idades mais avançadas, observa-se que a tecnologia é utilizada cada vez mais facilmente para diversas funcionalidades,seja para o lazer, para entretenimento, para ter uma companhia, para vender um produto, para jogar um jogo, enfim, uma diversidade de utilidades. Ou seja, acesso tecnológico é inevitável no mundo atual, quisá para se realizar um curso superior, sonho de todo jovem ou adulto que não teve oportunidade em algum momento, portanto, objeto de estudo desse artigo.
De acordo com as Diretrizes e Normas Nacionais para a Oferta de Cursos de Educação Superior na Modalidade a Distância, esta é caracterizada como "modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica, nos processos de ensino e aprendizagem, ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com pessoal qualificado, políticas de acesso, acompanhamento e avaliação compatíveis, entre outros, de modo que se propicie, ainda, maior articulação e efetiva interação e complementariedade entre a presencialidade e a virtualidade "real", o local e o global, a subjetividade e a participação democrática nos processos de ensino e aprendizagem em rede, envolvendo estudantes e profissionais da educação (professores, tutores e gestores), que desenvolvem atividades educativas em lugares e/ou tempos diversos" (Disponível em http://portal.inep.gov.br/ead, acessado em 20/07/2018)
Norteando essa linha de raciocinio, o presente estudo tem como objetivo analisar a evolução da oferta de cursos superiores na modalidade EAD, analisando o mercado desta modalidade - oferta e demanda e crescimento substancial nos últimos anos. Buscar-se-á entender como ocorreu essa expansão assim como os possíveis motivos que levaram a ampliação da oferta desta modalidade de ensino no Brasil.
Já que é necessário o acesso à tecnologia para se realizar um curso superior à distancia, pretende-se inicialmente demonstrar a ampliação do acesso à tecnologia no Brasil. Em 2016, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , pela primeira vez realizou um estudo de indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) sobre Tecnologia da Comunicação e da Informação , tendo como objetos de análise os aspectos de acesso à internet, microcomputador e tablet para uso pessoal para pessoas maiores de 10 anos de idade, - ferramentas essas indispensáveis para o ensino à distancia.
Dentre os resultados obtidos, observou-se que 45,3% do total de domicílios no país possuem microcomputador. Se classificarmos por região, os destaques são para as Regiões Sudeste (54,2%) e Sul (53,5%), posteriormente o da Região Centro-Oeste (47,4%) e para finalizar, Nordeste (29,9%) e Norte (28,1%), mostrando inclusive a relação desse resultado com o IDH das regiões.
De acordo com o Censo da Educação Superior do Brasil , em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade à distancia e 67% em cursos presenciais, mostrando que houve diminuição de 1,2% entre 2015 e 2016 nas matrículas do ensino presencial e o ensino a distância expandiu em torno de 7,2%. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial. Notoriamente fica claro que a educação a distância cresce muito mais que a procura pelo ensino presencial e já é opção para quase metade das pessoas que buscam uma graduação, conforme pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES ), mostrando que 44% dos entrevistados optariam por essa modalidade, enquanto 56% dizem que preferem o ensino presencial. Se continuar nesse ritmo de crescimento, teremos mais alunos estudando a distância que nas salas de aula tradicionais em 2023 conforme estudo. A mesma pesquisa mostra que se os cursos à distancia tiverem etapas presenciais, o nível de aceitação sobe mais ainda.
São diversas as vantagens em se realizar um curso à distancia , como custo baixo, flexibilidade para quem mora longe das Universitades, de estudar a hora, dia e local que quiser. O publico do EAD normalmente é um publico mais velho, que necessita dessa flexibilidade para completar um curso superior, publico esse diferente do ensino presencial. Necessita-se de mais disciplina e rigor no cumprimento das atividades propostas.